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| [âmbito e linha de actuação] [a legitimidade do nosso trabalho] | |
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O que queremos |
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Não obstante a actuação da APPELE estar primordialmente orientada para as questões que mais directamente se prendem com a qualidade do ensino do Espanhol e da cultura hispânica e com a qualidade das condições de exercício da profissão, esta associação não poderá deixar de estar atenta a outras questões que, embora de forma menos directa, também condicionam a actividade dos professores de Espanhol. Assim sendo, na sua reflexão e na sua actuação, a APPELE não descurará questões afins como a formação contínua e inicial dos docentes, a formação de hispanistas e a produção científico-pedagógica neste âmbito, ou ainda a difusão e percepção da língua e cultura meta no contexto português. Não é nosso objectivo sobrepor-nos a instituições e associações com outro tipo de actividade mais orientada para essas questões paralelas - sindical, formadora ou científica -, muito pelo contrário, poderemos ser seus parceiros na defesa de posições comuns. |
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O nosso objectivo é contudo não abdicar de poder intervir em todos os domínios que de algum modo afectem a profissão de todos aqueles que integram a APPELE. É ainda importante sublinhar que na nossa actuação rejeitamos o corporativismo. A APPELE não existe para defender os "interesses" dos seus associados, nem pretende promover uma perspectiva de construção de mercado face a outras associações de professores de línguas estrangeiras. O nosso interesse último é o ensino de qualidade no respeito pela diversidade linguística e pela diversidade cultural que a inclusão do Espanhol no ensino público português veio enriquecer. Não defendemos o ensino do Espanhol sobre o de outras disciplinas; defendemos sim o seu direito a um tratamento equitativo e a um reconhecimento condigno, como o que é dado às restantes línguas estrangeiras com mais tradição no sistema de ensino público português. Não pretendemos nem mais nem menos apoio para o Espanhol que aquele que é justo dar a uma disciplina de recente integração na oferta curricular do ensino público. voltar |
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Sem que isso assuma quaisquer laivos de corporativismo, é nossa convicção que hoje em dia o Espanhol, sendo a língua românica com maior número de falantes (mais de 400 milhões) e uma das línguas mais faladas no contexto internacional, poderá ser de extrema utilidade para facilitar a comunicação no contexto de grande mobilidade em que vivemos e para facilitar o acesso à informação, tanto num plano pessoal como individual. A este argumento acresce ainda a circunstância da proximidade geográfica entre Portugal e Espanha, durante tanto tempo contrariada por uma distância "afectiva" motivada por razões histórico-políticas. É assim que compreendemos a nossa presença - tardia - no sistema de ensino português e é assim que procuramos que a essa presença seja igualmente compreendida. |